⚠️ CANETINHAS EMAGRECEDORAS E CIRURGIAS: UM ALERTA IMPORTANTE!
Você usa Ozempic, Wegovy, Mounjaro ou outra medicação para emagrecimento?
Então, atenção: esses medicamentos podem interferir diretamente na segurança de uma cirurgia.
💉 Por que isso acontece?
Medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida podem retardar o esvaziamento gástrico, fazendo com que os alimentos permaneçam no estômago por mais tempo, mesmo após várias horas de jejum.
Qual é o risco durante uma cirurgia?
Durante a anestesia, existe a possibilidade de o conteúdo do estômago retornar pelo esôfago e atingir os pulmões, provocando uma complicação chamada broncoaspiração, que pode ser grave.
Isso pode atrapalhar uma cirurgia?
Sim! Em cirurgias eletivas, pode ser necessário reavaliar o preparo, modificar o planejamento anestésico ou até adiar o procedimento, dependendo do risco individual.
Nas cirurgias de urgência, a situação exige ainda mais atenção: a equipe precisa considerar a possibilidade de estômago cheio e adotar medidas específicas para proteger as vias aéreas.
O que você deve fazer antes de uma cirurgia?
Informe ao cirurgião e ao anestesista se utiliza alguma dessas medicações.
Informe qual medicamento utiliza, a dose e quando foi a última aplicação.
Não suspenda o medicamento por conta própria.
Siga rigorosamente as orientações de jejum e preparo fornecidas pela equipe médica.
Uma informação que pode fazer toda a diferença:
Mesmo que você esteja em jejum, seu estômago pode não estar completamente vazio.
A segurança de uma cirurgia começa antes mesmo de entrar no centro cirúrgico!
Compartilhe este alerta. Essa informação pode evitar complicações e ajudar a salvar vidas.
JEJUM NÃO SIGNIFICA ESTÔMAGO VAZIO!
O alerta das canetinhas emagrecedoras antes das cirurgias.
Um cuidado técnico importante
As recomendações perioperatórias estão evoluindo e não existe uma regra universal de suspensão para todos os pacientes.
A diretriz conjunta brasileira SBD/SBA/ABESO de 2026 recomenda, entre outras medidas, dieta líquida nas 24 horas anteriores, jejum de 8 a 12 horas e avaliação individualizada. Em pacientes de maior risco, pode ser indicada suspensão temporária, conforme avaliação médica. A ultrassonografia gástrica pode auxiliar na decisão.
Isso é especialmente relevante porque:
A fase de aumento da dose pode elevar o risco de retenção gástrica.
Náuseas, vômitos e constipação merecem atenção.
Mesmo sem sintomas, pode existir conteúdo residual no estômago.
Em urgências, a cirurgia pode precisar acontecer, mas com precauções anestésicas específicas.
Não existe um intervalo único e universalmente estabelecido. Alguns hospitais adotam a suspensão por 14 dias, enquanto outros seguem protocolos mais conservadores, de até 21 dias, especialmente para a semaglutida (Ozempic e Wegovy). A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2026 sugere 21 dias para semaglutida e 15 dias para tirzepatida (Mounjaro). Entretanto, uma atualização conjunta da SBD, SBA e ABESO de 2026 apresenta uma estratégia individualizada, recomendando suspensão de 7 dias para medicamentos de longa duração quando houver fatores de risco específicos. Portanto, a suspensão deve ser planejada antecipadamente, respeitando o protocolo do hospital e a avaliação do anestesiologista e do médico prescritor. Nunca suspenda essas medicações por conta própria.
Dr. Fernando Pires
Ortopedia | Cirurgia da Mão | Microcirurgia